sobre  a Associação Brasileira de Psiquiatria Cultural

Presidência e Vice Presidência

Ottorino Bonvine

Conselho Consultivo

Ângela Vanessa de Souza

Marcos de Noronha

Conselho Científico

Thiago André Pedrozo Dohms

Secretária

Tatiana D'Avila

Etnopsiquiatria ou psiquiatria cultural não se trata de mais uma especialidade, mas sim um ramo de estudo que chama a atenção para aspectos mais amplos que envolvem o ser humano e a necessidade de abordagens, tanto terapêuticas como preventivas, coerentes com esta dimensão. A Etnopsiquiatria reconhece os recursos disponíveis em cada cultura como um complemento oportuno ao tratamento, extraindo da família ou comunidade os valores sócio-culturais. Os mesmos valores que utilizados numa terapia dinâmica e com participação coletiva, podem ser uma proposta oportuna e eficiente de terapia para a nossa sociedade. Baseado no modelo das sociedades tradicionais, a reunião circular é, sobretudo, um ambiente de troca, compartilhamento e exercício de solidariedade. Diversos métodos terapêuticos foram desenvolvidos nos últimos anos com uma visão mais ampla do indivíduo como Roger Bastide (ao lado) preconizava na década 60. Psicoterapias que consideram o contexto onde o indivíduo esta inserido; que valorizam vivências como estratégia para mudar a postura; que pregam mudanças de paradigmas adotadas amplamente pela sociedade estão encontrando seu espaço. Considerado o mentor da Etnopsiquiatria Georges Devereux ¨estudou o fenômeno de normalidade e anormalidade em diversos contextos culturais, mas foi graças ao trabalho de Henri Collomb (entre africanos) no Senegal, continente africano, que podemos lhe conceder o título de pai da Etnopsiquiatria Clínica.  

Durante o Simpósio Internacional de Psiquiatria Cultural realizado em 1998 em Florianópolis, oficialmente foi fundada a ABE.Na foto, Marcos de Noronha, o primeiro presidente, pousa com Wolfgang Jilek para a reportagem do Diário Catarinense com o então Chairman da Transcultural Section da Associação Mundial de Psiquiatria. Abaixo o sociólogo Roger Bastide e, entre os africanos, o médico Henri Collomb, ambos franceses.

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