Roma


O ano me parece começar bem. Voltamos de um Natal em família, o sol prevaleceu em Florianópolis, encaminhei meu novo livro para a tradutora e além disso, pude ver um belo filme: Roma. Aclamado pela crítica, e fascinante pela forma de capturar as cenas, Alfonso Cuarón, retrata uma família classe média alta num distrito chamado Roma, no México dos anos 70. O mesmo ano onde nos consagramos tricampeões do mundo no Futebol naquele país. Eu era pequeno, mas lembro muito bem do Rivelino, Pelé, Gerson, Jairzinho, e praticamente todo o grupo, que se saindo bem em cada jogo, nos faziam sair de casa, apinhados na parte de trás da Belina do meu tio, com o porta-malas levantado para acomodarmo-nos.

Como psiquiatra, só tenho a opção de refletir sempre, estudar a todo o momento (que é gratificante para mim) para poder me adaptar às constantes mudanças (e hoje velozes) desse mundo. Ocorreu-me, recentemente, mas ainda uma reflexão não passível de ser publicada, que a função de um cérebro saudável, seria, ao invés de arquivar informações, selecioná-las e suspender diversas delas que vão entrando em nós. Esta função nos proporcionaria momentos de serenidade e contato satisfatório com o presente. Nos daria possibilidade de melhor conexão com os amigos, com a brisa e a paisagem ao nosso redor. Nos tirariam das telas digitais e restabeleceria a confiança que devemos depositar em nós mesmos e na vida.

Aliás, sobre a confiança, reservei um capítulo à parte, no meu novo livro. Um sentimento importante e ainda injustiçado pela ciência.

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