Um Congresso Holístico com Estrelas.

Das 15 versões eu participei apenas de 3, contando com esta última de Gramado. Todas me causaram boas impressões pelos temas debatidos e pela configuração para os debates e apresentações. Os criadores desta proposta, que começou no interior do Rio Grande do Sul, mantém a formatação original, congregando diversas áreas do conhecimento nas mesas redondas e conferências. Procurando entender a razão do sucesso deste grupo me deparei com elogios a simplicidade dos mentores, e a forma holística de abordagem. Comparando com outros grandes congressos brasileiros, várias pessoas atribuem ao fato deste ser melhor por não ser repetitivo e pela qualidade dos expositores naquela formatação de reunir profissionais da saúde de diversas áreas, pensadores, dentre outros. Em plenária os mentores confessaram que usam um critério mais científico e menos político, para definir a programação, do que "outros" congressos. Para manter o sucesso do empreendimento tiveram que se organizar em forma de associação e tomam decisões em conjunto, mas sem perder os traços caseiros e solidários. Neste ano, um dos responsáveis pela organização, o Eduardo, estava deixando o hospital depois de alguns procedimentos e seus colegas expressaram em público seus votos de melhora.

Os primeiros encontros do Cérebro, Comportamento e Emoções ocorreram em Bento Gonçalves, a partir de 2005, onde a ideia de congregar diversas áreas do conhecimento para uma exposição e debate foi aplicada. Depois, em 2009, levaram o evento para a bela cidade de Gramado. Um dos criadores da proposta, Pedro Leite, me disse que Gramado tem a segunda maior rede hotelaria do Brasil. Ganha até do Rio de Janeiro. Das versões que participei, esta foi a minha preferida. Minha primeira participação nestes eventos ocorreu na  versão de São Paulo, onde tivemos a presença de Antonio Damásio. Eles sempre estão chamando uma estrela, embora encontrei diversos momentos proveitosos na programação com outros convidados. Um dos maiores destaques atuais da psiquiatria, Stephen Stahl, americano pesquisador e membro do Neuroscience Education Institute de San Diego, esteve em Gramado e em diversas outras versões deste Congresso. Ele demonstrou desejo de levar o Congresso para Miami, mas para decepção de alguns, o Congresso será em Brasília.

Nas versões internacionais deste evento, uma em Montreal em 2014 e outra em Buenos Aires, parece que que os resultados não foram satisfatórios e comprometeram as finanças da organização. De qualquer forma,

 

veio para ficar e suprir as lacunas deixada pela ABP desde 2012 com a programação de seus eventos científicos. Teremos saudades de diversos momentos, como por exemplo, do criativo evento de abertura: "Um show de Neurociências - Fama, fortuna, família e doença mental: de Michael Jackson a Demi Lovato”, onde os palestrantes tiraram proveito de histórias recentes. 

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