Moreno no Brasil.

Pela primeira vez no Brasil, o sociólogo e filho do criador do Psicodrama, Jonathan Moreno, virá prestigiar o 21 Congresso Brasileiro de Psicodrama. Ele também é autor da obra que descreve a trajetória de seu pai, Jabob Levy Moreno com um título pertinente a incontrolável criatividade deste: Impromptu Man. A obra mostra as diversas fases que viveu seu pai, e os bastidores de sua trajetória, que deveríamos conhecer. Autor de outras obras, neste livro conta a cultura do encontro e das redes sociais, a qual, atribui a seu pai, a antecipação do momento que vivemos hoje no mundo digital. Numa conversa recente em Florianópolis, com um ilustre personagem do Psicodrama, José Fonseca, compreendi a alternância da admiração que os seguidores de Moreno desprendem a ele e as releituras que se pode fazer a partir das obras primordiais desta disciplina. O próprio Fonseca, que contribuiu recentemente com o lançamento do livro Essência e Personalidade, faz releituras atualizadas sem repetir Moreno, e nem tão pouco, desrespeitá-lo.

 

 

Em Fortaleza, no Congresso, eu terei a oportunidade também de apresentar um curso, e nele, enfocar as bases para a utilização de técnicas de integração do doente mental e tratamento das doenças mentais, principalmente, considerando os aspectos socioculturais. Sabemos que atuar somente sobre os sintomas, com medicações, não traz resultados efetivos no tratamento psiquiátrico, uma vez que não se atinge a causa dos problemas. Da mesma forma, a utilização de técnicas psicoterápicas limitadas ao atendimento individual, ou dependendo unicamente de um terapeuta especializado, pode não atender as necessidades do doente, pelo preço alto do procedimento ou a demanda da sociedade, por insuficiência da oferta de terapeutas. Não temos, nem em países desenvolvidos, profissionais suficientes para fazer frente à crescente demanda do distúrbio mental e necessitamos de técnicas mais abrangentes, atendendo de forma acessível, um maior número de pessoas. A questão é: como trabalhadores de saúde mental, se utilizando também dos recursos socioculturais de uma sociedade, ao mesmo tempo pode buscar a origem dos problemas e atender um maior número de pacientes? Aqui entra também o psicodrama de Moreno, realizador em toda sua trajetória de vida, de diversos eventos. E quanto a uma atividade processual, que muitos de nós fazemos, se as considerações que podemos ter pelos estudos do psicodrama. Trarei nesse curso, também, os resultados da junção de técnicas, pela alternância nas psicoterapias de grupo que coordeno em Florianópolis, desde a década 90, de uma técnica que chamo de Terapia Social com o Psicodrama.  O cenário da ação psicodramática e o da Terapia Social, quais considerações podem ser destacadas? O que esta sendo realizado nas favelas, e comunidades pobres de Fortaleza, nos espaços de Terapias Comunitárias que podemos refletir do ponto de vista psicodramático?

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