Psicodrama e Inibição Social

 

O campo das doenças mentais foi marcado por uma série de inovações que mudaram a ideia de adoecimento psíquico. As tecnologias de captações de imagens, aliadas ao desenvolvimento das pesquisas em neurologia e neurociências, criaram a convicção de que tratamentos mais seguros são oferecidos por diagnósticos mais seguros.

No caso das doenças mentais, cuja etiologia é desconhecida, o diagnóstico passou a se apoiar nas imagens cerebrais, que indicam a região afetada, contribuindo para intervenções medicamentosas mais eficazes e seletivas. As antigas doenças “emocionais ou relacionais” passam a configurar os transtornos. Transtornos definem qualquer quadro de apresentação cuja etiologia seja desconhecida. Dentre elas, se encontra o Espectro Autista, que defini como Inibição Social.

Como psicóloga clínica sempre estive interessada no conflito de interesses entre o pertencimento (garantido pelo diagnóstico) e a exclusão, inerente à idiossincrasia do desenvolvimento psíquico.

 A riqueza do trabalho em grupo, em particular, do Psicodrama, está na aposta na integração do sujeito e no repertório de técnicas cujo escopo seja desbloquear os recursos inibidos.

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