Inteligência Artificial e Cetamina para Nossa Salvação.

Eu tive o prazer de assistir duas brilhantes conferências no Congresso Brasileiro de Psiquiatria em São Paulo neste ano. Uma delas, proferida pelo canadense Gary Hasey, versou sobre o desenvolvimento de medidas que aprimorariam o diagnóstico de transtorno de humor e esquizofrenia. De forma inteligente os recursos tecnológicos que dispomos, coletando dados de neuroimagens e EEG, poderia antecipar doenças psiquiátricas graves e aprimorar os recursos diagnósticos. O conferencista acredita que ali estará o futuro da psiquiatria.

Em outro momento, mais uma vez de forma brilhante, o professor José Alberto Del Porto de São Paulo iniciou com uma retrospectiva sobre o tratamento da depressão. Contou que em 1934 a medicina não dispunha nada, praticamente, que pudesse alterar o quadro depressivo. Foi então, que a partir de uma premissa falsa, considerando quadros epilépticos, iniciou-se um tratamento provocando nos doentes convulsões. Inicialmente através do cardiazol, dentre outros, e posteriormente através da Eletroconvulsoterapia (ECT)em 1938 com resultados inusitados. Apenas em 1957 que iniciou-se descobertas, e quase todas por acaso, de drogas que provocavam respostas dos pacientes deprimidos. Iniciou-se com os IMAO, tricíclicos e as medicações que foram pesquisadas para inibir a recaptação de neurotransmissores nas sinapses nervosas. Del Porto ressalta que foi revolucionária a descoberta da fluoxetina que culminou com o lançamento do Prozac aprovada pela FDA em 1987. Explicou que, primeiro foi traçado uma teoria sobre a depressão e depois os cientistas foram atras da substância. Da mesma forma como vem acontecendo agora, um outro expositor, Acioly Lacerda, dividiu com Del Porto o simpósio com o tema: Depressão e via Glutamatérgica. O q